{"id":1566,"date":"2012-12-07T14:54:40","date_gmt":"2012-12-07T16:54:40","guid":{"rendered":"https:\/\/ipdes.worxbase.com\/?p=1566"},"modified":"2024-05-03T14:54:55","modified_gmt":"2024-05-03T17:54:55","slug":"integracao-e-fator-decisivo-para-crescimento-sustentavel-da-america-latina-e-brasil-tem-posicao-de-destaque-no-processo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ipdes.worxbase.com\/en\/integracao-e-fator-decisivo-para-crescimento-sustentavel-da-america-latina-e-brasil-tem-posicao-de-destaque-no-processo\/","title":{"rendered":"Integra\u00e7\u00e3o \u00e9 fator decisivo para crescimento sustent\u00e1vel da Am\u00e9rica Latina, e Brasil tem posi\u00e7\u00e3o de destaque no processo"},"content":{"rendered":"<p>Escrito por&nbsp;<a href=\"https:\/\/ipdes.worxbase.com\/en\/author\/admipdes\/\">Ingo Ploger<\/a>&nbsp;em&nbsp;dezembro 7, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma maior integra\u00e7\u00e3o comercial, log\u00edstica e energ\u00e9tica entre os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina aumentaria a competitividade da regi\u00e3o, tornando seus membros mais preparados para enfrentar a concorr\u00eancia vinda da \u00c1sia, Am\u00e9rica do Norte e Europa no com\u00e9rcio mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA integra\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina \u00e9 um fator decisivo para que o continente mantenha o crescimento sustent\u00e1vel dos \u00faltimos anos\u201d, destaca Ingo Pl\u00f6gger, presidente do Conselho Empresarial da Am\u00e9rica Latina \u2013 CEAL. O Brasil tem papel fundamental nesse processo, comenta o executivo, diante do peso econ\u00f4mico e do bom relacionamento com os pa\u00edses vizinhos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVemos uma tradi\u00e7\u00e3o de integra\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica entre Brasil, Argentina e Paraguai com a usina de Itaipu, um acordo que celebra quase 50 anos de parceria. H\u00e1 outras surgindo, como a integra\u00e7\u00e3o com a Bol\u00edvia e Venezuela, e podemos ter muito mais\u201d, exemplificou o executivo, em entrevista depois de ter participado do comit\u00ea de Business Affairs LATAM da Amcham-S\u00e3o Paulo, nesta quinta-feira (6\/12).<\/p>\n\n\n\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de uma estrutura log\u00edstica interligada no setor energ\u00e9tico pode at\u00e9 ser explorada comercialmente. \u201cTamb\u00e9m podemos ser exportadores de energia para Am\u00e9rica Central e Caribe, a exemplo do que ocorre com a bioenergia e todo o sistema de etanol\u201d, argumenta o executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>No aspecto comercial, \u00e9 preciso que os governos trabalhem em conjunto para desobstruir diverg\u00eancias tribut\u00e1rias e de mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemos que aumentar os acordos de bitributa\u00e7\u00e3o e livre mercado dentro do continente, o que fortaleceria o interc\u00e2mbio de com\u00e9rcio e investimento. Hoje, h\u00e1 pouco est\u00edmulo para que as multinacionais latinas aumentem sua participa\u00e7\u00e3o no continente\u201d, destaca Pl\u00f6ger.<\/p>\n\n\n\n<p>No panorama da regi\u00e3o, M\u00e9xico ganhar\u00e1 influ\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio a um cen\u00e1rio internacional turbulento, a Am\u00e9rica Latina tem se destacado pela conquista de estabilidade democr\u00e1tica e econ\u00f4mica e atra\u00eddo muitos investimentos das regi\u00f5es mais desenvolvidas do globo.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil deve crescer [estimativa do boletim Focus do Banco Central indica que ser\u00e1 de 3,7% a expans\u00e3o em 2013], mas a economia de alguns pa\u00edses tende a crescer bem acima dessa m\u00e9dia. \u201cEsperamos crescimento acima de 3% na Am\u00e9rica Latina nos pr\u00f3ximos anos, sendo que M\u00e9xico e Brasil v\u00e3o fazer a diferen\u00e7a positiva, ao lado de Col\u00f4mbia, Peru e Chile\u201d, estima Pl\u00f6ger.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o executivo, o M\u00e9xico ter\u00e1 um papel crescente na regi\u00e3o, devido \u00e0 sua proximidade com os Estados Unidos e \u00e0 inten\u00e7\u00e3o do novo governo de estreitar o com\u00e9rcio com o Brasil. Atualmente, o acordo bilateral Brasil-M\u00e9xico est\u00e1 restrito a 900 produtos, de uma pauta de mais de 9 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO M\u00e9xico precisa buscar maior abertura de exporta\u00e7\u00f5es para a Am\u00e9rica Latina, e o novo governo manifestou interesse de ampliar acordos com o Brasil. H\u00e1 um m\u00eas, a equipe de transi\u00e7\u00e3o do presidente eleito Enrique Pe\u00f1a Nieto [que assumiu em 01\/12] mencionou v\u00e1rias vezes o interesse na amplia\u00e7\u00e3o desses acordos\u201d, comenta o executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>O interc\u00e2mbio comercial com o M\u00e9xico traria muitas contribui\u00e7\u00f5es, especialmente no setor de servi\u00e7os. \u201cOs mexicanos s\u00e3o muito preparados na \u00e1rea de turismo, que \u00e9 altamente profissionalizada. Tanto o Brasil como o restante do continente poderiam aprender muito com eles\u201d,argumenta Pl\u00f6ger.<\/p>\n\n\n\n<p>Futuro das rela\u00e7\u00f5es com a China<\/p>\n\n\n\n<p>No futuro, a participa\u00e7\u00e3o chinesa no com\u00e9rcio latino-americano tende a crescer e acentuar o desequil\u00edbrio da balan\u00e7a comercial entre as duas partes. A exporta\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina para a China se concentra em commodities. Isso representa 90% da pauta, e a regi\u00e3o importa quase 90% em bens de conte\u00fado tecnol\u00f3gico, descreve Pl\u00f6ger.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa parceria com a China precisa ser reequilibrada, com o pa\u00eds importando produtos de maior valor agregado da Am\u00e9rica Latina\u201d, observa. Para ele, o continente pode vender avi\u00f5es, softwares, m\u00e1quinas e equipamentos e produtos de mais valor agregado, e negocia\u00e7\u00f5es nesse sentido precisam ser muito convincentes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso est\u00e1 bem ligado a quest\u00f5es de pol\u00edtica comercial chinesa, para a abertura de mercado para n\u00f3s\u201d, afirmou o executivo. Nesse assunto, o Brasil seria um interlocutor de peso, pois \u00e9 um dos poucos pa\u00edses que t\u00eam super\u00e1vit com a China \u2013 ao contr\u00e1rio do cen\u00e1rio da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p>O reequil\u00edbrio no com\u00e9rcio com a China \u00e9 estrat\u00e9gico para o Brasil, ressalta Pl\u00f6gger. \u201cA press\u00e3o [para negociar] via balan\u00e7a comercial n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o alta, mas pela desindustrializa\u00e7\u00e3o brasileira. Estamos perdendo para a China ind\u00fastrias inteiras de mat\u00e9rias b\u00e1sicas, um quadro que pode se tornar irrevers\u00edvel se n\u00e3o ficarmos atentos\u201d, alerta o consultor.<\/p>\n\n\n\n<p>Aproxima\u00e7\u00e3o com os Estados Unidos<\/p>\n\n\n\n<p>A influ\u00eancia chinesa e o fortalecimento de economias latino-americanas n\u00e3o passar\u00e3o despercebidos pelos Estados Unidos, e h\u00e1 a expectativa na Am\u00e9rica Latina de que a nova administra\u00e7\u00e3o americana coloque a regi\u00e3o mais fortemente em suas estrat\u00e9gias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs EUA perderam quase 15% de exporta\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o para a China e outros asi\u00e1ticos [\u00cdndia e Mal\u00e1sia], ent\u00e3o creio que essa aproxima\u00e7\u00e3o pode ser rejuvenescida\u201d, afirma Pl\u00f6ger. Para ele, a proximidade ser\u00e1 favorecida por afinidades entre os presidentes Dilma Rousseff (Brasil), Barack Obama (EUA), Enrique Pe\u00f1a Neto (M\u00e9xico) e Juan Manuel Santos (Col\u00f4mbia).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fonte: Amcham \u2013 7.12.2012<\/strong><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escrito por&nbsp;Ingo Ploger&nbsp;em&nbsp;dezembro 7, 2012. 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